O colapso de parte do sistema financeiro a que assistimos durante o ano de 2008, retirou de forma imediata, a capacidade às economias para manterem os seus níveis de rendimento e suportarem o emprego de muitas pessoas.
Uma situação destas causa inevitáveis preocupações a todos os governos, instituições, empresas e cidadãos de todos os países de um mundo globalizado sem fronteiras financeiras, económicas e mesmo demográficas; provavelmente até mesmo já, sem marcantes fronteiras políticas.
Mas, são as Pessoas e as suas famílias, as que mais sofrem os efeitos de uma situação de “crise económica e financeira´´. Pois são as Pessoas as únicas que têm sentimentos, que sentem a angústia, o receio, a tristeza, a frustração e até mesmo a revolta, por verem adiada mais uma vez, a merecida compensação pelo seu esforço e dedicação ao trabalho.
A intenção desta mensagem é simultaneamente, ajudar a colmatar um claro vazio comunicacional por parte dos nossos líderes políticos e ajudar a construir uma Visão Certa da situação económica e social actual, evidenciando a Oportunidade que todos temos como Pessoas, como cidadãos deste país e deste mundo global, neste momento, à nossa frente.
Não nos deixemos paralisar pelas notícias sobre a “crise´´ que diariamente e de forma passiva ouvimos e lemos nos diversos meios de comunicação social. Procuremos antes de forma pró-activa, a informação de que precisamos em cada momento, para desempenhar eficazmente, o nosso papel de agentes económicos e sociais.
Como Pessoas, coloquemos ao nosso serviço, ao serviço das empresas, das instituições e das comunidades a que pertencemos, a nossa capacidade inata de construir o futuro de acordo com o que desejamos.
Como empresários, assumamos definitivamente a nossa capacidade de realizar negócios com geografias mais amplas. Não é sensato tentar insistentemente vender mais, a um menor número de clientes com cada vez menor poder de compra. Transformemos as dificuldades acrescidas colocadas pela concorrência mundial, em evidentes oportunidades de alargar o número de clientes e o volume de negócios, vendendo mais, muito mais para fora de Portugal do que para dentro. Usemos os instrumentos financeiros, tecnológicos e institucionais colocados ao nosso dispor pela União Europeia para promover o desenvolvimento internacional dos nossos negócios. Assim seremos capazes de criar mais riqueza e mais emprego entre nós.
Como líderes políticos, sejamos mais transparentes nas nossas acções e mais eficientes no uso dos recursos públicos. Mas sobretudo, criemos nas nossas comunidades um sentimento de esperança no futuro e de confiança nas verdadeiras intenções do exercício das nossas funções. Demo-nos inteiramente, mas somente após termos possibilidades para tal, à “causa pública´´.
Enfim, vejamos todos mais longe, para além da actual “crise´´. Saibamos assumir que o grande objectivo é sobreviver, para que possamos viver melhor no futuro. Não hesitemos em sacrificar um pouco do nosso rendimento, hoje, em favor de um maior nível de riqueza e de uma maior estabilidade, amanhã.
Aproveitemos a relativa solidez do actual sistema financeiro internacional. Este proporcionará a manutenção dos actuais níveis de endividamento das economias, das empresas e das Pessoas que demonstrem elevada capacidade empreendedora, rigor e profissionalismo. Isso permitirá superar o espaço de tempo necessário para retomar os níveis de rendimento das economias e reduzir no futuro de forma sustentada, aqueles mesmos níveis de endividamento.
Tendo sempre presente nas nossas mentes, que o verdadeiro Valor das Organizações está nas Suas Pessoas.
Miguel Matos
CEO APAMM
