05
Mai

Com os avanços registados na inovação tecnológica e na transmissão de dados, a comunicação mudou muito e estabeleceu alterações profundas no sistema económico.
O novo cenário do mundo da comunicação, em que todos comunicam com todos, representa um conjunto de novas oportunidades para as empresas e para a sua capacidade de comunicar com o mercado, mas também representa novos desafios à sua comunicação, pois implica uma comunicação direta e humanizada com os leitores-consumidores, encarando cada cliente como uma pessoa de corpo inteiro, e não como mais um dos múltiplos números da gestão da empresa.
A diferença em relação ao passado é que, agora, com a Internet, e sobretudo com as redes sociais, as empresas têm a vantagem de poder comunicar diretamente com os seus clientes, sem dependerem do filtro dos jornalistas e das editorias dos meios de comunicação tradicionais, da sua capacidade de distribuição e das suas audiências.
No entanto, há um pequeno obstáculo: agora, as empresas têm de produzir os seus conteúdos para ganharem visibilidade no mercado e suscitarem o interesse dos consumidores.
A Internet obriga as empresas a transformarem-se em produtoras da sua informação e de outros conteúdos relativos ao seu ramo de atividade – conteúdos bem produzidos e que sejam relevantes para os seus públicos. Podemos afirmar que uma empresa com um plano de comunicação multicanal é editora dos seus conteúdos.
As empresas e as marcas, sejam grandes ou pequenas, locais ou multinacionais, precisam de comunicação, precisam de estar ativas nas redes sociais e precisam de saber produzir os seus conteúdos. Porque só através dos conteúdos, atualizados com regularidade, conseguem ter visibilidade e gerar boa reputação junto dos seus clientes e todos os outros “stakeholders”.
O consumidor do século XXI é formado, é informado, pois faz pesquisa de informação na Internet, e tem tendência para decidir de um modo mais racional e menos emocional. Com a Internet, esse consumidor ganhou poder, ganhou capacidade de escolha e ganhou espírito crítico.
Mais formado e mais exigente, os novos consumidores estão na Internet à procura informação e não de publicidade. Daí a necessidade de as empresas estarem presentes e ativas no espaço público digital, produzindo conteúdos relevantes para os seus públicos e criando um bom relacionamento com a comunidade de clientes.
Nesta sociedade da comunicação, e no quadro de uma concorrência comercial acirrada, são os conteúdos que fazem a diferença. Para se tornarem líderes de opinião no seu setor de atividade, as empresas precisam de produzir conteúdos de qualidade e com boa apresentação. O conteúdo transforma-se, assim, num elemento diferenciador, capaz de conquistar ou afastar clientes, consoante a sua qualidade e interesse gerado.
Um texto bem escrito ou um vídeo bem construído, com as imagens e as palavras na medida certa podem chamar a atenção das pessoas da mesma forma que um bom título de um jornal impresso leva um leitor a ler toda a notícia.
Pelo contrário, um texto no Facebook ou no blog que esteja mal escrito, com erros ortográficos, por exemplo, pode afastar um seguidor, perdendo-se a possibilidade de conquistar um cliente.
Se os conteúdos forem relevantes para os consumidores, dando respostas às necessidades dos clientes, eles seguem a marca como quem segue um líder e um conselheiro. E essa liderança da empresa acaba por se traduzir em novas parcerias, novos negócios e novos clientes.

 

 

Luís Paulo Rodrigues

Consultor de comunicação e especialista em estratégias de comunicação empresarial

Texto original publicado no blog COMUNICAÇÃO INTEGRADA no link: http://goo.gl/iAJQMq

Um Comentário a Os Conteúdos Fazem a Diferença

  1. Olga Gonçalves

    Boa noite, Luís Paulo
    Um artigo aberto, esclarecedor, com um conteúdo pratico. A comunicação foi também directa e humanizada, como referiste que, assim deveria ser na relação empresa cliente/consumidor.
    Parabéns!

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